A leitora de nossa página no facebook, Viviane Leonel, nos enviou essa notícia veiculada pela TV Alterosa.
Confira a íntegra da notícia e veja o vídeo da discussão.
Reprodução TV Alterosa
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14 de setembro de 2012 - Começou a ser julgado o homem acusado de estuprar, matar e arrancar as mãos de uma jovem de 19 anos em Lagoa Dourada, na região Central do Estado, mas o julgamento, em São João Del Rei, virou palco para uma confusão entre o advogado do reú, Ércio Quaresma, um capitão da Polícia Militar, testemunha do caso, e um promotor de justiça. A juíza teve que intervir com rigor.
O militar chegou a chamar o Quaresma de "craqueiro" e ameaçá-lo de morte. "Vou levar ele para a vala ...(risos)" disse o policial.
Em outro momento da discussão, Ércio aponta o dedo para o rosto do militar e o manda o manda sentar. " Sente-se. Você tá pensando que o quê? Aqui você é testemunha, não venha me intimidar", disparou o advogado. Foi aí que a juíza interrompeu a sessão.
Mas a assessoria da juíza Maria de Fátima Santos Dolabela, que está à frente do caso, informou que o julgamento não foi interrompido pela confusão. Mas, sim, para o horário de almoço e que foi retomado às 14h.
No início da noite, eles ouviram outra testemunha. No total, serão seis.
Ércio Quaresma disse que assistiu à reportagem e acionou a OAB
O julgamento foi encerrado por volta das 22h e recomeçou nesta manhã. Na tarde hoje, dois peritos que trabalharam no caso serão ouvidos. O Jornal da Alterosa conversou a juíza responsável pelo caso e ela disse que não houve nenhum tipo de crime ali. O Comandante do Batalhão de São João del Rei disse que vai avaliar as imagens e se necessário vai tomar providências. Já o advogado Ércio Quaresma afirmou que viu tudo, assistindo à reportagem da TV Alterosa, e acionou representantes da OAB que estão no Fórum.
No início da noite de ontem, teve outro início de confusão.Acompanhe os trechos mais fortes da briga:
Realmente é de envergonhar como as autoridades que tem o dever constitucional de proteger o cidadão, principalmente sendo um CAPITÃO da policia militar de MINAS GERAIS faz um papelão como este. Deveria o referido militar se instruir mais no direito brasileiro ao invés de fazer ameaças em frente às cameras do pais inteiro. Observar que um militar de relativa patente faz um papelão como este, explica pq existe tanto medo da sociedade quanto a policia militar. Senhor capitão, você como testemunha é inviolável, e como capitão não pode se dar ao luxo a arroubos como este. O senhor é pelo menos comandante de uma companhia, deve se ater ao regulamento e seu comportamento em audiência, apesar da MM. juíza não classificar como crime, poderia sim ser atribuído como ameaça. Sugiro ao senhor que escale um de seus soldados para fazer guarda ao dignissimo advogado, pois se ele escorrega e cai no banheiro o senhor será o primeiro a ser acusado. Alem disso se atente ao DECRETO ESTADUAL DE MINAS GERAIS Nº 23.085 DE 10 DE DEZEMBRO DE 1983 - REGULAMENTO DISCIPLINAR DA POLICIA MILITAR DE MINAS GERAIS-
ResponderExcluirNO SEU ARTIGO 83 - desconsiderar autoridades civis, desrespeitando medidas gerais de ordem policial, judiciária ou administrativa, ou embaraçar sua execução;
84 - desrespeitar organizações públicas, ou quaisquer de seus membros, bem como criticar, em público ou pela imprensa, seus atos ou decisões; (GRAVE)
101 - portar-se de modo inconveniente, sem compostura, faltando a preceitos de educação e moral; (G)
136 - promover escândalo ou nele envolver-se, comprometendo o prestígio da Corporação; (GRAVÍSSIMO)
ANTES DEVERIA O SENHOR CAPITÃO FAZER UMA BREVE PESQUISA DA FIGURA DO ADVOGADO EM UMA AUDIÊNCIA, ANTE DE ENVOLVER NESTE PAPELÃO, pois aqui está o artigo 6º do estatuto da OAB:
Art. 6º Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos.
Parágrafo único. As autoridades, os servidores públicos e os serventuários da justiça devem dispensar ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas a seu desempenho.
Para encurtar o comentário: foi ridícula a sua atuação como militar e me envergonho pelo senhor, pois sou militar da reserva e tambem bacharel em direito. Se estivesse ao meu comando seria severamente punido!!!
O senhor Guilherme H Santos não poderia ter explicitado melhor a indignação que o comportamento lamentável do capitão causou. Seria ótimo se ele pudesse ouvir mais militares se posicionando contra a atitude que ele teve, pois infelizmente a atitude de alguns mancha a reputação e tira ainda mais a credibilidade da polícia militar.
Excluirincrível como aqui, como lá na audiência, td mundo usando da agressividade pra se impor. Se percebermos e nos colocar no lugar de cada um, coisa q nunca acontece, falta da humildade, veremos q tds agiram errado. a juúza, o advogado, o militar e alguns comentários aqui da sociedade. A falta de respeito mútuo que desencadiou a confusão
ExcluirAdvogado fumador de pedra, marginal. Sem mais!
ResponderExcluirA juiza faltou com a postura...precisa estudar. Capitão da PM saindo de Academia é Capitão em toda parte do mundo...Porque
ResponderExcluirJuizes, com traficantes e pistoleiros teem um procedimento mais equilibrado e atencioso?..é medo? O dedo no rostodo Cap PM,que me parece estava armado, foi simplesmente um descontrole da Juiza, o Capitãoem questão tem uma reação violenta, certeza tenho que teria um
atenuante a seu favor ,ainda mais na presença de subordinados.Capitão R1 Exercito Assunção
O capitão como homem, que, ali, estava prestando um serviço como testemunha deveria ter a devida proteção que toda testemunha deve ter. E, como policial, o merecido respeito. Foi aviltado, e abusivamente desrespeitado como cidadão e como policial, por um homem que tem um número de OAB, mas que em sua conduta demonstra um deboche com toda uma sociedade, pois sua conduta, por si, só, o apresenta; e por uma juíza que, por seu desequilíbrio, demonstrou mais medo da OAB, do que se fazer respeitar por ela. Por que o dedo apontado somente para o policial se o advogado não calava a sua boca em tempo algum? Seria abuso de poder?
ResponderExcluirInfelizmente o capitão pensou alto demais! No mínimo, um tapa na cara aquele homem deveria ter recebido! Imagino o quanto foi difícil não poder fazê-lo!!!